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Retrogaming: por que consoles antigos voltaram à moda

Preço, nostalgia, emuladores de qualidade e um mercado colecionista aquecido explicam o boom dos consoles clássicos.

Equipe Clicnerd··6 min de leitura
Retrogaming: por que consoles antigos voltaram à moda

Anda difícil entrar em um marketplace e não ver um Super Nintendo pedindo três dígitos. Consoles que valiam pouco há dez anos estão em alta — e não é só por nostalgia.

A geração dos anos 80 e 90 cresceu

Quem tinha 10 anos em 1993 tem 42 hoje, salário próprio e vontade de recuperar aquela sensação de sábado de manhã. É o principal motor do mercado retrô: poder de compra encontrando afeto.

Emuladores viraram sério

RetroArch, Duckstation, RPCS3 e outros entregam experiência quase perfeita para consoles até PS3 e Wii U. Handhelds baratos como Anbernic e Miyoo Mini rodam tudo com bateria decente e preço camarada.

Reedições oficiais

Nintendo Classic Mini, Mega Drive Mini 2, Playstation Classic (esse tropeçou), Analogue Pocket — as próprias fabricantes reconheceram o mercado. O Analogue, aliás, roda cartuchos originais com precisão de FPGA (sem emulação).

Comunidade e homebrew

Faltavam jogos? A comunidade produz. Novos títulos são lançados para Mega Drive, Game Boy e até Atari 2600 — vendidos em cartucho físico com caixa, manual e tudo. Sites como itch.io são vitrines para isso.

Vale a pena voltar?

Se é pela experiência, um handheld emulador de R$ 400 entrega mais de mil jogos. Se é pelo colecionismo, prepare o bolso — e cuidado com pilhas de save vazando. Retrogaming é hobby, não investimento seguro (a menos que você seja o cara do Mario de US$ 2 milhões).

Onde começar

Miyoo Mini Plus + microSD com pack curado de jogos = ponto de entrada quase perfeito. Depois disso, você vai querer um CRT.

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