Se em 2021 todo mundo estava minerando macaco entediado, em 2026 quase ninguém mais fala de NFT — e quem fala não usa mais essa palavra. Mas a tecnologia ficou.
O que morreu
A especulação selvagem, os projetos de "arte" 100% gerados por script vendidos por milhares de dólares, e a ideia de que qualquer JPEG na blockchain valeria fortuna. Volumes de venda caíram mais de 95% do pico.
O que sobreviveu
Ingressos digitais anti-fraude (Ticketmaster e Sofar Sounds usam), colecionáveis oficiais de esporte (NBA Top Shot ainda gira volume decente) e sistemas de "prova de posse" em games. Você já usa NFT em Fortnite sem saber.
Colaborações com cultura pop
Nike RTFKT (fechada em 2024), colaborações da Time, Marvel Digital Collectibles — sobreviventes viraram apps que escondem a palavra "NFT" e falam em "colecionáveis digitais". Marketing aprendeu.
Games e ativos digitais
A Steam bane oficialmente, mas Epic aceita. Games como Illuvium, Star Atlas e Big Time provam que dá pra ter economia digital funcional sem espantar jogador. Segredo: NFT invisível, benefício claro.
Cultura fan
Fandoms como K-pop (HYBE lançou colecionáveis digitais oficiais), UFC e F1 monetizam colecionáveis para fãs de nicho. Não é milhão, é milhares de dólares por peça — e sustenta a estrutura.
O balanço
NFT como "arte-investimento" foi bolha. NFT como infraestrutura de propriedade digital chegou pra ficar. A palavra saiu do vocabulário, a tecnologia entrou nos apps que você já usa.
Comentários
Carregando…



